outubro 06, 2006

Textos, Leituras, Saberes e Aprendizagens


“Não se pode obrigar ninguém a ler, mas pelo menos temos a obrigação de criar condições e incentivos para que as pessoas, no nosso caso as crianças e os jovens, leiam.
E seja pelo prazer que nos proporcionam, pela necessidade que deles temos, por razões de ordem prática, todos acabamos por precisar dos livros. E os livros, todos os livros do mundo, sempre que deles necessitamos ou sempre que somos estranhamente compelidos a procurá-los, devem ser encontrados nas bibliotecas.” - Henrique Barreto Nunes (1998) Livros, Crianças, Escolas, Bibliotecas e o Mais que Adiante se Verá in Da Biblioteca ao Leitor. Estudos sobre a Leitura Pública em Portugal, Braga: Autores de Braga, p. 169.


Quais as atitudes partilhadas pela comunidade, de que fazemos parte, relativamente à literacia? Até que ponto os textos e a interacção com o material escrito são globalmente reconhecidas como socialmente importantes pelos detentores do poder simbólico que nos rodeiam (bibliotecários, agentes culturais, professores, educadores, pais, decisores políticos)?


Uma cidadania activa e responsável implica ter um conhecimento do mundo que permita fazer opções e tomar decisões conscientes, o que necessariamente pressupõe que os cidadãos tenham de adquirir competências para essa participação. Ora, concebida como um saber em uso, susceptível de potenciar uma alteração da qualidade de vida do sujeito falante, o domínio da literacia constitui, nas sociedades crescentemente globalizadas em que vivemos, um desafio a que todos temos a obrigação de dar resposta.


"Esquece-se, com demasiada frequência, que se pode aprender a ler, mas que a experiência da leitura não se aprende, mas atinge-se pela emoção, por contágio e pela prática” - Pedro Cerrillo (2006) Literatura Infantil e Mediação Leitora. In Fernando Azevedo (Coord.) Língua Materna e Literatura Infantil. Elementos Nucleares para Professores do Ensino Básico, Lisboa: Lidel, p. 33.


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